quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

VIDA

A vida me faz pensar que não sou de ninguém e ninguém é meu, somos todos companheiros de jornada, viajando pelo trem da vida, compartilhando paisagens, momentos, emoções, decepções as vezes entre outras. Os bancos do trem vai aumentando de assentos ao meu lado, ao meu redor e o vagão vai aumentando. Quando menos imagino um assento vazio aparece e o incompreensível que ninguém o ocupa, fica assim sempre, e cada que olho para aquele ou aqueles bancos vejo como se fosse real, a pessoa que ali sentava. Penso com carinho o quanto aproveitamos e compartilhamos tantos momentos na viagem, me emociono, até uma lagrima de saudade, mas logo troco isto pela sensação que ninguém partiu, apenas desceu em uma estação do caminho e que logo também descerei em alguma, e quando perceber, entrarei em outro trem e novamente o delicioso reencontro. Não tenho pressa de desembarcar, alias não tenho o bilhete para saber qual parada vai ser. Aproveito a presença de todos que estão no meu vagão, torço pelos que desceram e procuro fazer exatamente o que sempre fazíamos quando juntos. Lei implacável dos viajantes. Por isto é necessário compreender e aceitar a vida, nunca esquecer de dizer te amo para as pessoas que merecem, abraçar o amigo, ser um eterno espirito de criança e um eterno amigo, um eterno guardião do seu coração. Beijo a todos ocupantes do trem da s minhas muitas vidas.

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